sexta-feira, junho 26, 2009








esse blog precisa de descanso.
urgente.

segunda-feira, junho 22, 2009

"waiting for the death to come" ou como conviver com as dores?

então vc se senta na cama porque já não consegue dormir. e aquele nó na garganta pulsa. pulsa tanto e você imagina que seja seu coração que não cabe mais no lugar querendo sair e sentir-se livre. e dói tão desesperadamente que você tem vontade de tirá-lo com a mão. então, percebe que tem outra dor, mais embaixo... e parece que há um oco em seu estomago. e dói. daí você se dá conta de que todo o seu corpo dói, sua cabeça, seus olhos...seus ossos. de sua mão escorre um suor frio e de seus olhos escorrem lágrimas quentes. e você já não tem medo. não é medo o que sente, é raiva de si quando percebe que tudo deu errado por sua própria culpa. e agora? já não há mais nada além da dor. nada em que você possa segurar. e você se deixa levar... se deixa cair... e não é mais um poço que você cava pra se esconder é o seu lugar te esperando pra ser ocupado.

sábado, junho 20, 2009

...

uma semana. e eu não vejo luz no fim do tunel, nem sinto minhas dores dissiparem. enquanto todos aconselham: viva um dia após o outro, eu já não sei o que é viver. enquanto todo mundo diz que: com o tempo vai passando, eu só vejo passar os dias. e eu estacionei. meus pensamentos tomaram uma única direção e não sabem como desviar. chorar e chorar cansa, mas nem por isso eu consigo parar. e eu tento parar com isso, eu tento ser forte...mas, é tão dificil. é tão dificil retomar uma vida que você já nem lembrava e tentar ocupar os espaços com coisas que já não te satisfaziam mais. é tão dificil ter que viver sem o que eu já tinha por garantido. viver sem o que eu já sabia meu, pra sempre.
e o que se faz com toda essa dor? o que se faz pra sair desse poço, pra retomar a vida...pra esquecer? o que se faz pra não sofrer?

terça-feira, junho 16, 2009















a vida é isso ou pelo menos a vida que eu vejo, a vida que eu sinto é isso: uma sucessão de errosmeus e perdas e tristezas e lágrimas que vão lavando os erros e deixando o espaço para a dor maior.
já não vejo nada, é só um emaranhado de palavras e uma sensação de não-ser, de não-estar.

é dor. dor que não passa.

minha filha morreu, era vida seu nome. nasceu do amor. dois amores bem grandes que se juntaram e disso ela nasceu, a vida. mas, morreu, coitada. lá se foi a vida com apenas oito (nove?) meses... tem quem diga que ela não está morta, apenas dorme. eu acredito. mas, temo. fico aqui velando dia e noite. velando seu sono ou sua morte... tem quem diga que o tempo precisou dela e assim, ela cessou de respirar. fechou os olhinhos e se mantém inerte. desejo que o tempo devolva a vida que é minha, que os amores não se distraiam e a vida volte a ser cuidada.