as pessoas se equivocam ao falar dela. ela é (extremamente) introspectiva, meio grossa até. dos tipos que não dão bom dia se não houver um assunto subseqüente. isso é, no mínimo, uma falta de respeito, falta de educação... mas, isso só pros outros... pra ela é só falta de humor. então todos recebem seus não-olhares e suas não-palavras e julgam a casca. há trocentas histórias sobre ela. certo dia, alguém disse: ‘você é até mitificada’... e ela achou engraçado. Achou engraçado quando a chamaram de hermética também. são conceitos sobre alguém que ninguém conhece, ela pensa. e ninguém conhece mesmo! as pessoas a conhecem tão pouco que mesmo as cheias de tempo e disposição vão embora mais cedo ou mais tarde, elas cansam de ouvir nada.
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ela ainda sente falta de tanta coisa e de tanta gente. só porque por mais que ela esforce não consegue. não consegue esquecer tudo que [ela pensa que] é de direito de alguém, direito de um ser. porque todo mundo precisa de outro lado, de outro rosto que não seja um reflexo. de outra voz que não seja um eco em sua própria mente. ela tem medo que já não exista outro começo, medo que o seu começo já tenha passado e ela simplesmente o perdeu. ela já não sabe que prioridades estabelecer agora. tem medo que se esse outro começo realmente existir [já que todo mundo diz que sempre há um novo começo] seja novamente errado, acabe logo e/ou acabe mal.
isso é totalmente last week, mas enfim. escrevi em saquinhos de papel qualquer dia desses numa crise de vinteedoisanos. não tem fim e não estão na sequencia.
Minha menina
Há 8 anos
